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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Capa da revista Prazeres da Mesa

Queridos (as) leitores (as),

Foi um SHOW o evento PRAZERES DA MESA AO VIVO RECIFE, me orgulho de ter trabalhado e corrido tanto, quem perdeu, só ano que vem!!!

Agora, que tal pausar breviamente seu dia e votar na melhor foto para a próxima capa da revista?

Quase todos os chefs ministraram aulas sobre seus pratos então, seguem os temas para que vocês conheçam um pouco mais de cada um.

Um requisito básico pra que eu avalie o prato é a originalidade.

Lembrem-se de levar em consideração o tema deste ano: Cozinha Pernambucana do Futuro.

Tenho sim minhas preferências, meu voto já foi registrado mas, minhas indicações são:

André Falcão: "Itália e Pernambuco – conexões entre culinárias tradicionais e arraigadas”

César Santos: “As frutas no prato principal”

Duca Lapenda: “Ingredientes italianos com produção local"

Hugo Prouvot: "Maxixada"

Kiko Selva: “Arrozes – Adaptações modernas para um alimento clássico”

Robson Lustosa: “Cachaça na cozinha de bistrô"

Taciana Teti - Tema: “Caminhos para a confeitaria regional”

Thiago Freitas: “Bode e cordeiro – como tirar proveito do melhor de cada um”


Vote aqui: Prazeres da Mesa



Estou torcendo muito para que seja um destes!

Beijinhos

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Delícia de pão rústico

Prezados (as) leitores (as),
Gostei tanto desta última peripércia que fiz na cozinha que resolvi postar, mas sempre com... Um pouco de história...

O pão presente em todos os lares é motivo de polêmica. Mas, de fato não se sabe quando o pão começou a ser feito. Como era o pão de antigamente?

É estimado que o pão tenha surgido há 12 mil anos na Mesopotâmia juntamente com o cultivo do trigo. Eram feitos de farinha misturada com o fruto do carvalho. Os primeiros pães eram achatados, duros, secos e muitos amargos. Para ser ingerido, o pão era lavado várias vezes em água fervente e depois era assado sobre pedras ou embaixo de cinzas.

O primeiro pão assado em forno de barro foi a 7000 a.C. no Egito, que mais tarde descobriram o fermento. O pão chegou à Europa em 250 a.C. sendo preparado em padarias, mas com a queda do império romano, as padarias fecharam e o pão teve que ser feito em casa. Somente a partir do século XII a França começou a melhorar e então no século XVII o país se destacou como centro mundial de fabricação de pães.

No Brasil, o pão começou a ser popular no século XIX, apesar de ser conhecido desde os colonizadores. Os pães feitos no Brasil eram escuros enquanto na França o pão era de miolo branco e casca dourada. O pão francês que tanto é usado no Brasil não tem muito a ver com os verdadeiros pães francês, pois a receita do pão francês no Brasil só surgiu no início do século XX e difere do pão europeu por conter um pouco de açúcar e gordura na massa.
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Sempre fui apaixonada por pão, qualquer tipo de qualquer jeito.
Hoje estou quase dominando a técnica para se fazer um bom pão, minhas últimas experiências foram de preparar pães rechados, ficaram uma delícia!
Babem sem moderação!
Bjs

A receita básica da massa da minha ex-professora Cleonice Ferraz.
O recheio pode ser o que mais gostar lembrando que, não pode ser muito úmido para não solar o pão. Vale lembrar também que não é qualquer pessoa que acerta fazer pão, precisa-se de mão e carinho!

Ingredientes
500g de farinha de trigo especial(aproximadamente),
1 sachê de fermento biológico seco granulado,
1 colher de sobremesa de sal,
125ml de água,
125 ml de leite,
3 ovos,
1 colher de sopa de açúcar

Recheio: Nos meus usei, bacon, calabresa, parmesão, azeitonas, funghi e tomates secos. Com essa quantidade de massa modelei 3 tipos de pães.

Utilize um pouquinho de leite morno para ativar o fermento. No liquidificador coloque o leite, a água, os ovos, o açúcar e bata bem. Junte com a farinha de trigo reservada e o fermento. Misture com uma colher grande e vá acrescentando mais trigo até obter uma massa com aspecto grudento. Deixe descansar 30 min. Abra a massa até uma espessura de 1 cm,  distribua o recheio em toda área da massa. Enrole como rocambole dobrando as pontas para não vazar o recheio,  disponha a massa em uma forma de furo central ou de pão untada com margarina e enfarinhada. Deixe fermentar até dobrar de volume. Pincele com azeite de oliva e salpique queijo. Leve para assar por 30 minutos.


quarta-feira, 2 de junho de 2010

O doce acalma a alma! Meninas Brigadeiro...

Queridos (as),

O brigadeiro é um doce verdadeiramente brasileiro, feito basicamente com chocolate em pó, leite condensado e manteiga mas, os brasileiros também adoram criar alternativas para o docinho.

Na última sexta-feira 28/05, houve uma linda e deliciosa degustação de brigadeiros e vinhos no restaurante Jalan Jalan da minha amiga  sócia Karyna Maranhão.

Para chegar no resultado, Fabi Prado, Karyna Maranhão e Sofia Mota (a chef da casa) reunimos todas as idéias (até as mais absurdas) de brigadeiros. Karyna comprou os ingrendientes de primeiríssima qualidade, a chef fez os testes, eu e Fabrício Navarro da Ingá vinhos, com as meninas, degustamos, harmonizamos com alguns vinhos e voilà... ficaram DIVINOS.

Quem participou desta degustação recebeu como brinde, um lindo porta jóia com um brigadeiro clássico coberto com bolinhas de "ouro".

Depois deste teste, já estamos recebendo encomendas.

Apreciem sem moderação!!!

Beijinhos







segunda-feira, 24 de maio de 2010

Polpettone - O sucesso

Queridos (as) leitores,

Acreditando que minhas postagens estavam em dia (deixei no automático) , cheguei aqui e... puff as postagens programadas haviam sumido, não sei o que fiz, provavelmente alguma besteira. Então vamos correr atrás do prejuízo. 

Recentemente recebi a visita de uma amiga muito querida, a competente dentista estética Dra Roberta M Cury, como eu não estava totalmente de férias, entre um projeto e outro,  aproveitei para "doar" algumas aulas de culinária para ela.

Um dos pratos que preparamos foi o D E L I C I O S O polpettone recheado a parmegiana.
Nada mais que, um belo hambúrguer de carne magra, moída e condimentada com sutileza com sal, pimenta do reino, páprica doce, chiili em pó, azeite extra virgem (0,2%),  farinha de rosca e um ovo apenas para dar liga e não rompê-lo ao grelhar, recheada com queijo mussarela, grelhado na manteiga, coberto por um rústico molho pomodoro, folhas de manjericão fresco e coberto por queijo parmesão de qualidade inquestionável, assado por 20 minutos em forno médio (200ºC). Para acompanhar um delicado risoto de queijos.
O resultado? As fotos falam por si, babem sem moderação!!!
Beijinhos





segunda-feira, 26 de abril de 2010

Crème de la crème... Crème Brûlée

Queridos(as) leitores(as),

A expressão crème de la crème em franês significa algo magnífico, esplêndido, simplesmente único e delicioso.
Já o crème Brûlée significa "creme queimado", uma sobremesa francesa com 319 anos.
Uma sobremesa cremosa, onde o encontro do creme de leite, com os ovos, o açúcar e a baunilha, delicadamente misturados, cozidos e assados forma-se uma sutil e sofisticada sobremesa.
Hoje em dia, os chef criam cada vez mais com esta possibilidade de creme queimado... aparecem nos cardápios, creme brûlée de queijos, de frutas, agridoces, etc. 
Para eu preparar a sobremesa, hoje, é uma tarefa fácil, mas para quem nunca testou, não se torna tão simples. Para não complicar, faço a receita clássica, onde seguida fielmente, não tem como errar.
Na última quinta-feira, resolvi prepará-la para meus meninos e, modesta parte, ficou "surreal" como diria minha irmã Laiza.

A receita...
Para 6 ramequins (forminhas de porcelana)
500ml de creme de leite fresco
1 fava de baunilha (ou 20 gotas de essência)
5 gemas sem a pele
50 gr de açúcar
Açúcar cristal

Aqueça o creme de leite ligeiramente batido com fouet (batedor de claras), com a baunilha até levantar fervura. Desligue o fogo e deixe esfriar.
Bata as gemas com o açúcar até ficar totalmente homogêneo e fofa.
Misture as gemas batidas com o creme já frio e se necessário passe por uma peneira.
Coloque o creme nos ramequins, ajeite-os numa assadeira com água (banho-maria) e leve ao forno pré-aquecido em 140º por 40 minutos.
Retire os ramequins, leve à geladeira cobertos por filme plástico até esfriarem por completo (aproximadamente 2 horas).
Para servir, retire o filme plástico, coloque um pouco de açúcar cristal em cada ramequin e utilize um maçarico para formar uma crosta de caramelo.
Caso você não tenha um maçarico, utilize o grill de um forno. O charme é ficar uma fina crostinha de caramelo para quebrar ao colocar a colher.
Ulalá... delícia, ou melhor, Crème de la crème.






domingo, 25 de abril de 2010

CEVICHE, CEBICHE, SEVICHE...

Até pouco tempo, eu pensava que peixe cru se comia apenas na culinária japonesa, mas, fui apresentada por essa delícia da gastronomia peruana pelo chef pernambucano André Falcão na gravação de uma matéria.

Após esta primeira apresentação, a parte teórica (e prática também) veio em uma aula de Cozinha das Américas com meu mestre, o chef José Rodrigues professor da Universo (Universidade Salgado de Oliveira) e proprietário do restaurante Benedictus.

Para que vocês conheçam um pouco sobre a história do ceviche, busquei algumas informações sobre esta iguaria peruana.
Eu, como gosto de fugir do tradicional, preparei o ceviche com salmão (o indicado é peixe branco sem gorduras), alho ao invés de cebola, cheiro verde, azeite, limão taiti e pimenta do reino verde, ficou deliciosamente brasileiro.
Beijinhos




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Tudo mundo fala que o ceviche é um peixe cozido no limão. Cozido? Ao final, cozido quer dizer que o produto foi submetido a uma fonte de calor? e cru significa não cozido?
Na realidade o que acontece e o seguinte: na química existe um termo que se chama desnaturação. Dita reação química acontece quando as proteínas são modificadas, o acido do limão e o bastante forte como para fazer isso no peixe. Ele modifica os espirais das proteínas e além de fazer isso retarda de maneira impressionante o desenvolvimento das bactérias. Temperaturas de cozimento eliminam os esporos e todas as bactérias, o acido do limão também faz isso, mas só na superfície do peixe. Você deve comprar o seu peixe em um local da sua confiança assim não terá problemas com qualquer tipo de contaminação por bactérias.
http://www.labuenaonda.com.br/zceviche.htm
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Se você quer saber qual a maneira correta de grafar o nome do prato, desista. Nem os próprios peruanos chegaram a um acordo. Há quatro possibilidades - e para cada uma, inúmeras versões para a origem da palavra, igualmente convincentes, ou não. Elas vão do termo quíchua ivich, que quer dizer comida ardida e teria inspirado a grafia ceviche, à palavra latina cebo, que significa alimento ou manjar, mas também servia para designar peixe ou carne, daí cebiche. E há também as teorias que ligam o termo à palavra de origem árabe sebesh, ou alimento ácido, o que levaria à grafia com s - sebiche ou seviche. Diante de tantas possibilidades, em 2004, o Instituto Nacional de Cultura do Peru declarou o prato como Patrimônio Cultural e determinou que a grafia correta fosse seviche, com s e v. Mas, os três livros consultados que relatam essa forma oficial grafam a palavra como cebiche... Em tempo: no Brasil, nem o Aurélio nem o Houaiss trazem a palavra, com s ou com c. Então, se tiver de escrever o nome do prato, sinta-se à vontade para escolher a grafia.

O Estado de São Paulo - Estadão

segunda-feira, 29 de março de 2010

Dia 29, dia de Nhoque

Dia 29, dia de Nhoque
Leitores,

A origem do costume é explicada com uma lenda que possui variações. A mais freqüente conta que um frade andarilho chegou a uma pequena localidade italiana e bateu ą porta de um casal de velhinhos, num dia 29. Pediu um prato de comida e recebeu o único alimento que havia: nhoque. Tempos depois, voltou ao local e contou aos velhinhos que, após comer aquele prato, sua vida mudara para melhor.
O simpático costume de comer nhoque no dia 29 poder ser recente, mas a história do prato é bastante antiga. Foi certamente o primeiro tipo de massa caseira - apesar do renomado gastrônomo Pellegrino Artusi, autor do clássico italiano A Ciência na Cozinha e a Arte de Comer Bem, publicado em 1891, não o enquadrar nessa categoria. O espaguete, o ravióli e companhia são posteriores. Supõe-se que o nhoque exista desde os antigos gregos e romanos.

No Brasil, o chef francês Laurent Suaudeau criou uma obra-prima que outros cozinheiros copiam: nhoque de milho verde. A imaginação gastronômica desconhece limites. Outros cozinheiros em atividade no país desenvolveram nhoques de batata-doce, mandioca e mandioquinha.
(O Estado de S. Paulo)
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Pode até existir, mas eu criei o meu Nhoque de abóbora (jerimum) com coentro e ficou dos Deuses.
Muito prático e básico para prepará-lo, inicialmente faz-se um purê e o ponto é atingido com farinha de trigo, acrescentando um molho simples de tomate fica digno de premiações.

Babem sem moderação.
Abraços